O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece na liderança da corrida pelo governo estadual, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (5). O levantamento aponta o atual governador com 46% das intenções de voto, enquanto o ex-ministro Fernando Haddad (PT) registra 30%. O cenário representa a primeira pesquisa realizada após mudanças no quadro de pré-candidatos e reforça a vantagem de Tarcísio na disputa pela reeleição.
Além dos dois principais concorrentes, a pesquisa mostra Vera Lúcia (PSTU) com 5%, Vivian Mendes (UP) com 4% e Carlos Machado (PCB) também com 4%. Entre os entrevistados, 8% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou ainda não escolheram nenhum candidato. Outros 3% disseram não saber em quem votar neste momento. O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 3 de julho, com 1.608 eleitores de 71 municípios paulistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Nos votos válidos — critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das eleições — Tarcísio alcança 52%, índice suficiente para uma vitória em primeiro turno caso esse cenário se confirme nas urnas. Haddad aparece com 34% dos votos válidos. Especialistas destacam que a redução no número de candidatos competitivos pode favorecer uma definição antecipada da disputa, concentrando as intenções de voto entre os dois principais nomes.
O instituto também simulou um eventual segundo turno entre os dois adversários. Nesse cenário, Tarcísio aparece com 53%, enquanto Haddad soma 37% das intenções de voto. Os números permanecem estáveis em relação ao levantamento anterior, indicando manutenção da vantagem do atual governador mesmo em uma disputa direta. A pesquisa ainda mediu os índices de rejeição, apontando Haddad como o candidato com maior percentual de eleitores que afirmam não votar nele de forma alguma.
Registrada na Justiça Eleitoral sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026, a pesquisa tem nível de confiança de 95% e oferece um retrato do cenário eleitoral paulista a pouco menos de três meses do primeiro turno. Apesar da vantagem registrada pelo atual governador, o início oficial da campanha ainda pode alterar o comportamento do eleitorado, principalmente com o início da propaganda eleitoral e dos debates entre os candidatos.