O cearense João Marinho Neto, morador de Apuiarés, no interior do Ceará, foi reconhecido como o homem vivo mais velho do mundo aos 112 anos. O título foi confirmado por entidades internacionais especializadas em validação de supercentenários após a morte do britânico John Tinniswood, que ocupava a primeira posição no ranking mundial. A conquista coloca o brasileiro entre os maiores símbolos da longevidade e desperta curiosidade sobre sua trajetória e estilo de vida.
Nascido em 5 de outubro de 1912, no município de Maranguape (CE), João passou grande parte da vida trabalhando na agricultura. Ainda criança, mudou-se com a família para a zona rural de Apuiarés, onde ajudava no cultivo de milho, feijão e na criação de animais. Ao longo das décadas, enfrentou períodos de seca e mudanças econômicas, mantendo uma rotina ligada ao campo e à vida simples.
Além da longa trajetória, João também construiu uma grande família. Ele teve sete filhos, dos quais seis permanecem vivos, além de dezenas de netos, bisnetos e trinetos. Segundo familiares, o idoso sempre valorizou a convivência com parentes e amigos, mantendo hábitos tranquilos e uma rotina marcada pela simplicidade. Especialistas em longevidade apontam que fatores como boa alimentação, vida ativa e relações familiares saudáveis podem contribuir para uma vida mais longa, embora a genética também tenha papel importante.
O reconhecimento foi feito por organizações internacionais responsáveis por validar a idade de pessoas consideradas supercentenárias, categoria destinada a quem ultrapassa os 110 anos de vida. Antes de se tornar o homem mais velho do mundo, João já havia recebido o título de homem mais velho da América Latina. A confirmação internacional ocorreu após a análise de documentos históricos que comprovam sua data de nascimento.
A história de João Marinho Neto ganhou repercussão dentro e fora do Brasil, tornando-se exemplo de longevidade e qualidade de vida. Em entrevistas, familiares afirmam que ele sempre cultivou o bom humor, o trabalho e a proximidade com as pessoas como parte de sua rotina. O reconhecimento internacional também reforça a presença do Brasil entre os países que registram alguns dos supercentenários mais longevos do mundo.