O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com Vladimir Putin e ofereceu ajuda para tentar encerrar a guerra na Ucrânia. Segundo informações divulgadas pelo Kremlin, a ligação durou cerca de 90 minutos e tratou de possíveis caminhos diplomáticos para o conflito, que se arrasta desde a invasão russa ao território ucraniano. A conversa ocorreu em meio à expectativa por novas discussões internacionais sobre segurança e ao aumento da pressão por uma solução negociada.
De acordo com o assessor do Kremlin Yuri Ushakov, Trump afirmou estar disposto a colaborar na busca por um acordo entre Moscou e Kiev. O governo russo classificou a conversa como construtiva, mas voltou a responsabilizar a Ucrânia e países europeus pela continuidade da guerra. Putin, por sua vez, reiterou posições já defendidas pela Rússia em negociações anteriores, incluindo exigências territoriais que continuam sendo rejeitadas pelo governo ucraniano.
A iniciativa de Trump acontece em um momento de intensificação dos combates e de ataques em diferentes regiões da Ucrânia e da Rússia. Enquanto Moscou afirma ter obtido avanços no leste ucraniano, Kiev contesta parte dessas declarações e mantém ataques contra estruturas estratégicas em áreas ocupadas. A guerra, que já provocou milhares de mortes e deslocamentos, segue sem perspectiva clara de cessar-fogo imediato.
Além da conversa com Putin, Trump também falou separadamente com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O líder da Ucrânia classificou o diálogo como positivo e destacou que os Estados Unidos têm papel importante em qualquer tentativa de encerrar o conflito. Zelensky, no entanto, voltou a reforçar que seu país não aceitará abrir mão de territórios ocupados pela Rússia como condição para um acordo de paz.
As novas conversas indicam uma tentativa de retomada do protagonismo diplomático de Washington nas negociações sobre a guerra. Ainda assim, as posições de Rússia e Ucrânia permanecem distantes, especialmente em relação ao controle de áreas como Donetsk, Luhansk e Crimeia. Nos próximos dias, o tema deve voltar a ser discutido em encontros internacionais, enquanto emissários americanos continuam articulando possíveis rodadas de negociação.