Uma jornalista que havia sido sequestrada no início de junho foi encontrada morta no estado de Veracruz, no México. A confirmação foi feita pelas autoridades locais, que também anunciaram a prisão de oito suspeitos de participação no crime, incluindo quatro policiais municipais.
A vítima foi identificada como Roxana Guzmán, fundadora de um portal de notícias voltado à cobertura de assuntos locais. O sequestro ocorreu dentro de sua residência e foi registrado por câmeras e celulares de familiares, imagens que repercutiram amplamente nas redes sociais e chamaram atenção para o caso.
Segundo a investigação, os policiais presos teriam dado apoio logístico ao grupo criminoso responsável pelo sequestro, fornecendo recursos e auxílio durante a ação. As autoridades continuam apurando a motivação do assassinato e a possível relação do crime com a atividade jornalística da vítima.
O caso reacendeu o debate sobre a segurança de profissionais da imprensa no México. Organizações internacionais apontam o país como um dos mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo, com dezenas de assassinatos de jornalistas registrados nas últimas décadas.